Paisagismo de alto padrão: o jardim como parte do projeto 

Ao pensar em uma residência de alto padrão, é comum que a atenção se concentre na arquitetura, nos acabamentos e no design de interiores. No entanto, existe um elemento que influencia diretamente a experiência de morar: o paisagismo. 

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica com 850 pessoas revelou que 87% expressaram maior interesse pelo aspecto paisagístico ao escolher suas residências. 

Já um estudo feito pela National Association of Realtors (NAR) nos Estados Unidos, publicado na Gazeta do Povo, mostrou que o paisagismo pode valorizar de 10% a 30% os imóveis.

Neste cenário, o jardim, por exemplo, passa a ser mais do que um componente estético, mas também parte do projeto arquitetônico, especialmente em empreendimentos localizados no litoral, onde as condições ambientais exigem soluções técnicas específicas. 

Entenda no texto a seguir o que os moradores devem levar em conta antes de planejar o paisagismo em jardim na Riviera de São Lourenço. 

O que é paisagismo? 

O paisagismo, também conhecido como arquitetura de paisagem, surge como uma solução para recompor espaços. Mais do que organizar a paisagem e deixá-la esteticamente agradável, esse conceito busca harmonizar a interação do ser humano com o meio ambiente. 

Porém, para isso não basta apenas distribuir plantas pelo local. O paisagismo é uma técnica que usa recursos como vegetação, solo e água para trazer mais conforto, além de combinar cores e formatos. Esse conjunto forma composições agradáveis para o imóvel. 

Além de proporcionar uma melhora no ambiente, o paisagismo é um elemento chave na arquitetura autoral e na valorização patrimonial. 

O paisagismo no planejamento 

Existe uma percepção equivocada de que o jardim é definido apenas quando a casa está pronta. Na prática, muitos projetos seguem o caminho contrário.

Quando arquitetos, engenheiros e paisagistas trabalham em conjunto desde o início, é possível criar uma residência onde natureza e arquitetura dialogam de forma harmônica.

Essa integração é ainda mais importante em condomínios de alto padrão cercados por áreas preservadas, onde o projeto precisa respeitar características ambientais específicas sem abrir mão da sofisticação.

Técnicas comuns de paisagismo 

Paisagismo
Mobília ajuda a compor o paisagismo

O jardim vertical é um exemplo de estrutura adotada para paisagismo em imóveis. Ele consiste em reunir diferentes tipos de vegetação montada junto a uma parede. Essa técnica pode ser utilizada em ambientes internos e externos. 

Além de dar vida ao ambiente, os jardins verticais também funcionam como isolante térmico e acústico. Isso porque as plantas combatem as ilhas de calor e diminuem os ruídos externos, além de melhorar a qualidade do ar. 

Outra forma de integrar a natureza e os moradores é o mobiliário externo para jardins. Por isso, profissionais de decoração costumam sugerir peças feitas de madeira como bancos, mesas e gazebos. 

Ainda na mesma linha, a utilização de trilhas e caminhos no jardim é um recurso que traz mais conexão com a natureza. Eles podem ser feitos com diferentes materiais como pedras ou cascalhos. 

Os desafios do paisagismo em regiões litorâneas 

Em regiões como a Riviera de São Lourenço, o paisagismo precisa considerar fatores como maresia, ventos constantes, alta umidade, incidência solar intensa e a preservação da Mata Atlântica. 

No caso da maresia, por exemplo, o sal transportado pelo vento acelera o processo de corrosão de diversos materiais e também interfere no desenvolvimento de diversas espécies vegetais. 

Já a alta umidade, embora favoreça algumas espécies tropicais, exige uma atenção especial ao sistema de drenagem e ao desenvolvimento de raízes. Sem um planejamento adequado, podem surgir problemas como encharcamento do solo e proliferação de fungos. 

O paisagismo também influencia na eficiência hídrica da residência. Um projeto com drenagem de água e irrigação automatizada pode trazer economia de recursos. Da mesma forma, árvores estrategicamente posicionadas podem reduzir a incidência do sol com o sombreamento, diminuindo a necessidade do uso do ar-condicionado, por exemplo. 

Todos esses fatores impactam na escolha de espécies, no aproveitamento da água e no posicionamento das plantas. O ideal é que sejam considerados na elaboração de um planejamento que contemple a durabilidade da construção, o conforto térmico e o equilíbrio ambiental.

Como escolher as espécies de planta 

De modo geral, as espécies precisam suportar as condições adversas presentes na praia. A principal indicação é optar por plantas nativas da região, já adaptadas ao clima. 

Outra dica é priorizar espécies com tolerância à queima das folhas pelo sal e ao acúmulo do mesmo no solo. Alguns exemplos são: arbustos com formato arredondado; espécies com caules flexíveis que dobram com o vento; plantas com folhas prateadas, cerosas; clúsia; bromélia; iúca e alamanda. 

Para a elaboração do projeto de paisagismo, é válido considerar a direção do vento para posicionar as espécies e redirecionar as plantas mais sensíveis. Uma das principais formas de proteção é criar barreiras próximas ao mar, que filtram e desaceleram o vento, como faixas de arbustos e árvores resistentes.

Integração com a natureza na Riviera 

A Riviera de São Lourenço mostra que é possível unir desenvolvimento econômico com paisagismo que respeita o meio ambiente. Um exemplo disso é a conquista da certificação ISO 14001 que reconheceu que o espaço é desenvolvido de forma ordenada e com alto respeito à natureza. 

Na Riviera Full, cada imóvel nasce a partir de um planejamento cuidadoso do terreno, da integração com a paisagem e do respeito às características naturais da Riviera de São Lourenço. 

Conheça nossos empreendimentos e descubra como uma visão de longo prazo transforma arquitetura, natureza e qualidade de vida em um único projeto.

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